Pois então, vortei pessoar.

Depois do tempo recorde de longos e sofridos dias sem postar...correria total, mas tamb´rm confesso que um pouco de falta de vontade de escrever por aqui..,mas  eis que I'm back..

Algumas pessoas me atropelam de uma maneira interessante. Não acontece com muita frequência porque, depois de anos de treino, eu passei a lograr êxito em fugir de alguns tipos. Mãs, ...o inevitável. Há sempre o inevitável. Pessoas que rompem aquela necessidade intrínseca da pessoa da introspecção e do tempo necessário à própria avaliação e sentimento das coisas. E eu nem acho que me demore demais nisso, mas, por outro lado, acho absolutamente fundamental passar por isso. Colecionar momentos, memorizar os lugares, as cores, as sensações, fazer algumas descobertas pela observação, a simples observação, o não-movimento, o silêncio. O olhar deslocado, os outros ângulos. E não fracionar nada disso, não dividir, mas fazer disso um todo com pequenas partes intimamente conectadas umas às outras.

Talvez eu tenha séria propensão a desenvolver algum transtorno obsessivo, mas o fato é que esse atrapalho, esse atropelo das coisas que estou tentando absorver, antes que o processo realmente acabe, me deixa deveras irritada.

Houve um tempo em que a minha condescendência me fazia crer que isso era bom. O movimento por si só, pela dinâmica, sem importar como nem porquê. A adaptação aos outros ritmos, a riqueza da diferença, a paciência. E uma vez que se descubra o seu íntimo e verdadeiro ritmo, vc percebe que ... bem, que não é não.

Sobra-me a infinita paciência, da qual venho tentando me desvencilhar dia após dia.E olha que até pouco tempo eu era a pessoa que tudo tinha de ser pra ontem!!! pois bem.. as coisas mudam...As pessoas acham que ser impaciente é um problema, mas não é menos penoso ter paciência muito além dos limites normais, porque quando o mundo inteiro já desistiu de esperar, eu ainda estou lá, achando que o negócio vem. De verdade, há um momento impreterível e improrrogável até mesmo pra rodar a baiana.

Mas não fiz, ou fiz muito timidamente que ninguém percebeu. E agora cá estou tentando juntar umas tantas impressões pela metade, retirar o máximo do pouco que consegui absorver pra fazer uma história inteira, com tese, antítese e síntese. As experiências inacabadas. Uma lástima. As pessoas que gastam todos os minutos do dia em função de si mesmas, olhando para si mesmas, falando de si mesmas. Uma lástima...

 

humphf desabafo?

 

beijinhus

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